© 2018 por Paolo. Orgulhosamente feito por William Castro - www.williamcastrodg.com

BIOGRAFIA

Apesar de o italiano ter sido a primeira língua do pequeno Paolo e também das suas primeiras composições que fizeram sucesso no Brasil,  foi em português que o cantor e compositor radicado em São Paulo desde os 10 anos alcançou um dos primeiros lugares na lista Top 3 das músicas mais pedidas à TV Globo. Tema de Tessália (Débora Nascimento) e Darkson (José Loreto) em “Avenida Brasil”, “Tanta Coisa” mostrou a intimidade do artista com a língua que adotou, ajudou na expansão de seu público e o inspirou a gravar seu nono álbum, sendo o quarto em português. “Me Queira Bem” está sendo lançado pela Som Livre e já tem promessa de hit.

“Eu já tinha tido uma música (‘Asas da Paixão’) entre as mais tocadas nas rádios de São Paulo, mas comecei a gravar em italiano porque tive a possibilidade de ver uma música minha numa novela. A partir daí pintaram vários convites para gravar outras canções na minha língua materna. Senti que era um diferencial , mas sou aquele artista que gosta de ir onde o povo está. Quando  ‘Tanta Coisa’ tocou na TV e vi meu público aumentar, animei em continuar compondo em português”, conta.

A paixão pela música brasileira é antiga, tanto que já tinha se arriscado a gravar releituras em outros momentos (“Brincar de Viver”, de Guilherme Arantes e Jon Lucien, e “Eu Não Existo sem Você”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, por exemplo) e até chegou a fazer versões em italiano para hits como “Sozinho” (Peninha) e “Amor Perfeito” (M. Sullivan, P. Massadas, L. Olivetti e R. Jorge). Mas não foram essas canções que permearam as trilhas das novelas “Mulheres Apaixonadas”, “Alma Gêmea”, “Belíssima” e “Passione”: distribuídas entre seus vários discos, “Noche de Ronda”, “Al Di Là”, “Quando ti Penso” e “Malafemmena” foram as escolhidas, respectivamente.

Neste novo trabalho, Paolo não traduziu a língua, mas reinterpretou os ritmos ao resgatar e dar sua forma às canções “Se eu  não te Amasse Tanto Assim” (Herbert Vianna e Paulo Sérgio Valle), “Apenas Mais Uma de Amor” (Lulu Santos / Nelson Motta), “Sina” (Djavan) e “Sozinho”. O sucesso eternizado por Ivete Sangalo ganhou tom mais romântico, o de Lulu virou um rock com riffs de guitarra e slide, enquanto o hit de Djavan está com ares de pop rock. A composição de Peninha foi transformada num reggae. “São músicas que gosto de ouvir e tocar. Sempre mesclo o repertório nos shows e sinto que o público gosta de interagir. Só música nova, às vezes, cansa. Imaginei que fazer o mesmo no disco seria também uma forma de propor essa interação”, comenta.

Com faixas pra dar e vender, “Me Queira Bem” mal foi lançado e já tem uma canção entre as dez mais pedidas nas rádios do Rio de Janeiro, de acordo com a Crowley: “Cadê o Amor” é uma das várias parcerias com Rodrigo Basso, que além de compor junto também produziu o disco com Paolo. Compositor frenético, Paolo não para de fazer música e parece psicografar letras e sons de tão natural que é seu processo de colocá-los pra fora:  “Chego a acordar de noite com uma música na cabeça. Anoto, registro num gravador e volto a dormir. Esse álbum tem 20 faixas, sendo que uma é a versão ao vivo de ‘Tanta Coisa’. Minha maior dificuldade é cortar músicas, porque cada disco é como um filho que sai pronto. Eu e Rodrigo decidimos deixar assim para testar o repertório para a gravação do DVD que estamos planejando”, adianta Paolo.

Seu jeito  de interpretar é o mesmo que imprime em suas composições próprias. Com gosto musical eclético – apesar da formação clássica, curte sertanejo e é fã de Alicia Keys e Maria Bethânia – e uma voz ligeiramente rouca, o cantor e compositor ítalo-brasileiro enche de romantismo e sensualidade canções como “Arco-Íris”, “Cadê o Amor”, “Te Amo Tanto”, “24 Horas sem Você” e “Amor Amora”.

 

Solar é o melhor adjetivo para definir esse novo trabalho. Uma das inspirações para muitas das suas composições é a praia, que já aparece na faixa título, um reggae  no qual o músico avisa: “Hoje rola uma prainha”. Lugares praianos como Leblon e Salvador estão no pop “Tudo Baseado no Amor”. Com riffs de guitarra distorcidos, “Maresia” também remete ao tema. “Tenho casa na praia e vou pra lá quase todo fim de semana. Também vou muito ao Rio de Janeiro. Sou do signo de Câncer, que é da água. Amo o mar, o contato com a areia e com a natureza. Ver o mar é presente de Deus pra mim”, comenta.

O Sol em sua mais melódica forma aparece no pop romântico”Quero Acreditar” (“Mas meu Sol / Só brilhou pra você”), no pop rock “Egoísta” (“Já é de manhã / Abrem-se as cortinas / Menina Lua, vai e acorda o Sol”) e no rock “Olha o Sol” (“Olha o Sol / Tá brilhando pra você”). “Coloquei a praia na capa de ‘Me Queira Bem’, porque esse é um disco que fala de felicidade, é um álbum que fiz inspirado por Jack Johnson e John Mayer”, diz Paolo.

As faixas “O Dia do Sim”, “Tá Gostando de Alguém” e “Dá um Tempo, Amor” completam o repertório do disco que reafirma o talento desse italiano  que, depois de se apaixonar pelo Brasil, já conquistou os falantes e/ou os cantantes da língua portuguesa: “Cada trabalho novo é um recomeço, uma vida nova, dá aquela ansiedade… Quero muito saber o que as pessoas vão falar!”